EDNILSON COSTA

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O Brisamar Hotel mais uma vez oferece ao público de São Luis e aos seus hóspedes uma demonstração do nível da arte que se faz nesta cidade centenária. Desta feita nos cabe a honra de “hospedar” os trabalhos de Ednilson Costa.

Este maranhense lançou-se como pintor na década de 70 a partir do Centro de Artes Japiaçu em São Luis, do qual foi aluno sob orientação do professor e artista plástico Nagy Lajos e logo em 80 realizou sua primeira exposição individual. Em seguida busca fortalecer seus conhecimentos em Belo Horizonte nos anos 86 e 87 e consolida uma formação que o definiu como pintor de elastecida visão, ampliada de sua realidade, fora dos muros da Praia Grande.

Também restaurador apurado, trabalhou nos acervos do Museu Histórico e Artístico do Maranhão, da Mostra Brasil Mais 500 no Maranhão, do Projeto Inventario Nacional de Bens Móveis e Integrados – VITAE/IPHAN, do Centro de Pesquisa de Arqueologia e Antropologia do Maranhão e do Palácio dos Leões. Ednilson mantém-se no presente e constrói uma carreira marcada pela atualidade, cuja aceitação não possui limites de fronteiras.

Possuidor de rica experiência em exposições coletivas e individuais, onde conquistou vários prêmios, entre os quais o 2º Salão do Centro de Lançamento de Alcântara que lhe rendeu uma viagem ao Canadá, realiza agora sua 11º exposição individual, e com esta, marca 25 anos de atividades na criação e no aprendizado artísticos, apresentando-nos o melhor de sua arte e a força da criatividade e da cultura ludovicense.

Ednilson Costa, que faz parte de nossa história cultural, comemora nos presenteando com sua paleta de rica colorística e suas pinceladas plenas de movimento, confirmando a trajetória de sucesso e o reconhecimento da crítica e dos seus pares. Assim, aos 43 anos, quando vários artistas se têm como prontos, Ednilson continua a crescer, revelar-se, inconformar-se, na busca de encontrar caminhos mais adequados à satisfação de si mesmo enquanto artista.

Alberto Martins
Produtor

Atualmente configura-se no seu trabalho um conteúdo que se insinua dentre formas e cores fragmentadas... Ao confrontar-se com sua arte, Ednilson leva o espectador a compartilhar também do seu ato expressivo. Nesta situação dialética entre arte e homem só se conta como cúmplice a sensibilidade, a qual tem permeado até hoje a criação artística como princípio universal.

José João dos Santos Lobato
Artista Plástico – Prof. de artes da UFMA

Ednilson Costa não agride a paisagem para fragmentá-la na denúncia sem exageros do seu trabalho de exemplar e suave resolução cromática. Não há também nenhuma ruptura entre os elementos formais dessa pintura e a função social que lhes dá Ednilson, para humanizar sua especialidade contextual de coisas: os restos desses objetos se ajuntam, embora dispersos, para formar um universo localizável na área restrita do humano. (Embora esse não apareça senão como forma de rastros ou apelos...). Daí o título revelador desses quadros e a resolução, plenamente conseguida, através dos protagonistas – identificáveis ou não dessa empresa de altos méritos e evidente originalidade no atual mundo pictórico maranhense.

Nauro Machado
Poeta